CLORIDRATO DE RANITIDINA
GenéricoAtualizado em 05 de outubro de 2026
CLORIDRATO DE RANITIDINA é um medicamento genérico da classe antiulcerosos, do fabricante NATIVITA IND. COM. LTDA., registro ANVISA 147610025.
💊 Informações da bula
Cloridrato de ranitidina é indicado para: - tratamento de úlceras de estômago ou de duodeno, incluídas as associadas ao uso de medicamentos anti- inflamatórios não-esteroidais (em alguns casos, seu médico pode prescrever cloridrato de ranitidina com antibióticos); - prevenção de úlceras que surgem como efeito colateral de agentes anti-inflamatórios não-esteroidais, como alguns medicamentos para tratamento de artrite; - prevenção de sangramentos decorrentes de úlcera péptica; - tratamento de úlcera duodenal associada à infecção pela bactéria Helicobacter pylori; - tratamento de problemas causados pelo refluxo (retorno) de ácido do estômago para o esôfago (esofagite) e outras condições que, como essa, causam dor ou desconforto, algumas vezes conhecidos como indigestão, dispepsia (dificuldade na digestão dos alimentos) ou azia; - tratamento de úlceras pós-operatórias; - tratamento de uma doença conhecida como síndrome de Zollinger-Ellison, caracterizada por úlceras graves, extrema acidez gástrica e tumores das células do pâncreas secretoras de gastrina (hormônio presente na secreção gástrica); - tratamento de dispepsia episódica crônica, doença caracterizada por dor epigástrica (na parte alta do abdômen) ou retroesternal (atrás do osso esterno, que fica no meio do peito) associada às refeições ou distúrbios do sono; - prevenção de úlcera causada por estresse em pacientes em estado grave; - prevenção de uma doença conhecida como Síndrome de Mendelson, caracterizada por distúrbios pulmonares produzidos pela aspiração de secreção gástrica pelo trato respiratório.
Cada mL do xarope contém 16,8 mg cloridrato de ranitidina equivalentes a 15 mg de ranitidina-base. Veículo: glicerol, carmelose sódica, metilparabeno, propilparabeno, aroma de menta, sacarina sódica, hidróxido de sódio, propilenoglicol, sorbitol 70%, fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de potássio monobásico anidro e água purificada
Modo de uso Não misture nem dilua cloridrato de ranitidina xarope com nenhuma outra preparação líquida. Posologia • Adultos - Úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna: Tratamento agudo (durante a crise): A dose-padrão usual para tratamento agudo de úlcera gástrica benigna e úlcera duodenal é de 150 mg, duas vezes ao dia, ou 300 mg à noite. Na maioria dos casos de úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna, a cicatrização ocorre dentro de quatro semanas. Em alguns pacientes esse período pode se estender até oito semanas. Na úlcera duodenal, com 300 mg, duas vezes ao dia, durante quatro semanas obtêm-se taxas de cicatrização maiores do que com 150 mg, duas vezes ao dia (ou 300 mg à noite) durante quatro semanas. O aumento da dose não tem sido associado a maior incidência de efeitos colaterais. Tratamento de longo prazo: No tratamento de longo prazo, o regime geralmente utilizado é de 150 mg à noite. O tabagismo está relacionado à maior frequência de reincidência de úlcera duodenal. Em pacientes fumantes que não conseguem evitar fumar durante o tratamento, uma dose de 300 mg à noite proporciona benefício terapêutico adicional sobre o regime de doses de 150 mg. - Úlcera péptica associada ao uso de anti-inflamatórios não-esteroidais: No caso de úlceras que se desenvolvem durante a terapia com anti-inflamatórios não-esteroidais ou associadas ao uso continuado dessas drogas, podem ser necessárias de oito a doze semanas de tratamento com ranitidina. Para a prevenção de úlceras duodenais associadas ao uso de anti-inflamatórios não- esteroidais, podem ser administrados concomitantemente 150 mg de ranitidina, duas vezes ao dia. Para o tratamento agudo dessa condição, devem ser usados 150 mg, duas vezes ao dia, ou 300 mg à noite. - Úlcera duodenal associada à infecção por Helicobacter pylori: A dose de 300 mg à noite (ou 150 mg duas vezes ao dia) de ranitidina pode ser administrada em associação com 750 mg de amoxicilina oral, três vezes ao dia, e 500 mg de metronidazol, três vezes ao dia, por duas semanas. Terminado esse período, a terapia deve ser continuada por mais duas semanas apenas com cloridrato de ranitidina. Esse regime de doses reduz significativamente a recidiva de úlcera duodenal. - Úlcera pós-operatória: A dose-padrão é de 150 mg, duas vezes ao dia. Na maioria dos casos, a cicatrização ocorre dentro de quatro semanas, mas em alguns pacientes esse período pode se estender até oito semanas.…
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Precauções e advertências O tratamento com ranitidina pode mascarar sintomas relacionados ao carcinoma gástrico (tipo de tumor no estômago) e assim, retardar o diagnóstico dessa doença. Em caso de suspeita de úlcera gástrica, deve ser excluída a possibilidade de doença maligna antes de se instituir a terapia com cloridrato de ranitidina. Caso você tenha insuficiência renal (mal funcionamento dos rins), converse com o seu médico. Ele pode alterar sua dosagem. Deve-se evitar o uso de ranitidina em pacientes com história de porfiria aguda, visto que há relatos, embora raros, de crises desta doença causadas pela ranitidina. É recomendado o acompanhamento regular dos pacientes que estão em terapia concomitante com anti- inflamatórios não-esteroidais e ranitidina, especialmente dos idosos e daqueles com histórico de úlcera péptica. Em idosos e em pacientes com doença pulmonar crônica, com diabetes ou imunocomprometidos, pode haver aumento do risco de desenvolver pneumonia comunitária adquirida. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Interações medicamentosas A ranitidina pode interagir com outros medicamentos. Por isso, seu médico pode recomendar ajuste na dosagem do medicamento afetado ou a interrupção do tratamento com cloridrato de ranitidina. Converse com o seu médico caso você esteja fazendo uso de um ou mais dos seguintes medicamentos: - diazepam, triazolam e midazolam (utilizados para tratar ansiedade e dificuldade de dormir); - lidocaína, um anestésico; - fenitoína, utilizado para controlar alguns tipos de convulsão (epilepsia); - propanolol, utilizado para tratar hipertensão (pressão alta); - teofilina, utilizado no tratamento da asma; - procainamida e N-acetilprocainamida, utilizados no tratamento da arritmia cardíaca; - glipizida, utilizado no tratamento do diabetes; - cetoconazol, utilizado no tratamento de infecções causadas por fungos; - atazanavir e delavirdina, utilizados no tratamento da AIDS; - gefitinibe, utilizado no tratamento de câncer; - sucralfato, utilizado no tratamento de úlceras no estômago. Não existem contraindicações relativas a faixas etárias. Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.
Contraindicações Se você responder “sim” a qualquer uma das perguntas abaixo, avise seu médico a respeito disso ANTES de usar este medicamento. - Já lhe disseram que você é alérgico a cloridrato de ranitidina, ranitidina ou qualquer outro ingrediente deste medicamento (ver Composição)? - Você tem doença dos rins, ou já lhe disseram que seus rins não funcionam adequadamente? - Você apresenta um tumor de estômago chamado carcinoma gástrico? - Você tem uma doença rara chamada porfiria? - Você tem mais de 65 anos, apresenta doença pulmonar crônica, diabetes ou é imunodeprimido (seu sistema de defesa não funciona adequadamente)? - Você está grávida ou pretende engravidar logo? - Você está amamentando? Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
A maioria dos pacientes que usa este medicamento não encontra problemas. Mas como ocorre com todos os medicamentos, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais. Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Respiração ofegante, dor ou aperto, de início repentino, no peito; - Inchaço de pálpebras, face, lábios, boca ou língua; - Febre; - Erupções cutâneas ou fissuras na pele, em qualquer lugar do corpo; - Sensação de fraqueza, especialmente ao ficar em pé. Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Choque anafilático (reações alérgicas graves). Conforme relatos, esses eventos ocorreram após uma única dose. Comunique seu médico o quanto antes caso sinta qualquer dos sintomas abaixo: Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Redução dos batimentos cardíacos ou batimento irregular; - Tontura; - Reação na pele, ocasionalmente grave (placas roxas/vermelhas ou erupções). Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Visão turva; - Náuseas, vômitos, perda de apetite (mais severa que a usual), icterícia (pele e olhos amarelados) e urina de coloração escura. Esses sintomas podem indicar que você está com hepatite (inflamação do fígado); - Confusão mental; - Impotência sexual reversível; - Diarreia; - Queda de cabelo; - Dor de forte intensidade no estômago ou mudança no tipo de dor que você costuma sentir; - Infecções recorrentes; - Hematomas (manchas roxas na pele); - Dor de cabeça; - Dores musculares ou nas juntas; - Problemas nos rins (os sintomas que indicam isso são: mudança na quantidade e na cor da urina, náuseas, vômitos, confusão, febre e erupções); - Sensação de depressão; - Alucinações; - Movimentos musculares anormais ou tremor; - Crescimento ou alargamento das mamas; - Secreção de leite pelas mamas. Avise seu médico que você toma cloridrato de ranitidina caso vá fazer um exame de sangue, urina ou outro. Cloridrato de ranitidina pode alterar o resultado de alguns exames. Se em algum momento você experimentar sintomas que não consegue entender, consulte seu médico. Informe seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
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As informações acima têm caráter meramente informativo e não substituem a consulta profissional médica ou farmacêutica. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado antes de iniciar ou modificar qualquer tratamento farmacológico.