REVLIMID
ReferênciaAtualizado em 05 de outubro de 2026
REVLIMID é um medicamento de referência da classe outros agentes imunossupressores, do fabricante BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA LTDA, registro ANVISA 101800410. Preço Máximo ao Consumidor (PMC, CMED, ref. 24/09/2026): de R$ 21.590,08 a R$ 45.815,19, conforme a alíquota de ICMS, em 8 apresentações.
💊 Informações da bula
1.1 Mieloma múltiplo Revlimid® (lenalidomida), em combinação com outros medicamentos (dexametasona ou melfalano e prednisona), é indicado para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado que não podem ser tratados com um transplante da medula óssea. Revlimid® (lenalidomida), em combinação com bortezomibe e dexametasona, é indicado para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo que não receberam tratamento prévio. Revlimid® (lenalidomida), utilizado isoladamente, é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado que foram submetidos a um transplante de medula óssea. Revlimid® (lenalidomida), em combinação com dexametasona, é indicado para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo refratário/recidivado que receberam ao menos um esquema prévio de tratamento. O mieloma múltiplo é um câncer que afeta um determinado tipo de glóbulos brancos chamados células plasmáticas. Estas células acumulam-se na medula óssea e dividem-se de forma descontrolada. Isto pode lesionar os ossos e os rins. 1.2 Síndrome mielodisplásica Revlimid® (lenalidomida) é indicado para o tratamento de pacientes com síndrome mielodisplásica onde parte do cromossomo 5 é ausente (deleção 5q), com ou sem outras anormalidades citogenéticas. Os pacientes com esse tipo de síndrome podem apresentar uma anemia necessitando, dessa forma, de transfusões de sangue. 1.3 Linfoma folicular ou linfoma de zona marginal Revlimid® (lenalidomida) em combinação com rituximabe (anticorpo anti-CD20) é indicado para o tratamento de pacientes com linfoma folicular ou linfoma de zona marginal previamente tratados. O linfoma folicular ou linfoma de zona marginal é um câncer de crescimento lento que afeta os linfócitos B, um tipo de glóbulo branco que ajuda seu corpo a lutar contra uma infecção. Quando você tem linfoma folicular ou linfoma de zona marginal, uma quantidade grande desses linfócitos B podem se acumular no seu sangue, medula óssea, gânglios linfáticos e baço. 1.4 Linfoma de células do manto Revlimid® (lenalidomida) é indicado para o tratamento de pacientes com linfoma de células do manto (LCM) refratário/recidivado. O LCM é um câncer que afeta um tipo de glóbulo branco chamado “linfócitos B” ou células B, os quais crescem de forma descontrolada e acumulam-se no tecido linfoide, na medula óssea ou no sangue.
Revlimid® 5 mg: Cada cápsula dura contém 5 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de titânio, gelatina. Revlimid® 10 mg: Cada cápsula dura contém 10 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo, dióxido de titânio, gelatina, azul de indigotina Revlimid® 15mg: Cada cápsula dura contém 15 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de titânio, gelatina, azul de indigotina. Revlimid® 20 mg: Cada cápsula dura contém 20 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de titânio, gelatina. Revlimid® 25 mg: Cada cápsula dura contém 25 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de titânio, gelatina, azul de indigotina, óxido de ferro amarelo. Proibido para mulheres grávidas.
Revlimid® deve ser recomendado a você por profissionais de saúde com experiência no tratamento de mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas ou linfomas. Sempre use Revlimid® de acordo com as recomendações de seu médico. Não tome mais Revlimid® além do que foi prescrito pelo seu médico. Revlimid® deve ser administrado por via oral praticamente no mesmo horário todos os dias. As cápsulas de Revlimid® devem ser ingeridas inteiras, preferencialmente com água, com ou sem alimentos. Ciclo de tratamento Revlimid® e os medicamentos que você toma em combinação com Revlimid® são tomados em determinados dias ao longo de "ciclos de tratamento”. Após a conclusão de cada ciclo, você deve começar um novo "ciclo". Mieloma múltiplo recém-diagnosticado que não podem ser tratados com um transplante de medula óssea – em combinação com dexametasona: A dose inicial recomendada de lenalidomida é 25 mg/dia via oral nos Dias 1-21, em ciclos de tratamento repetidos a cada 28 dias. A dose recomendada de dexametasona é 40 mg/dia via oral nos Dias 1, 8, 15 e 22 de ciclos de tratamento repetidos a cada 28 dias. Mieloma múltiplo recém-diagnosticado que não podem ser tratados com um transplante de medula óssea – em combinação com melfalano e prednisona seguido por tratamento de manutenção com lenalidomida: A dose inicial recomendada é 0,18 mg/kg de melfalano via oral nos Dias 1-4 dos ciclos repetidos de 28 dias; 2 mg/kg de prednisona via oral nos Dias 1-4 dos ciclos repetidos de 28 dias; e 10 mg/dia de lenalidomida via oral nos Dias 1-21 dos ciclos repetidos de 28 dias por até 9 ciclos. Os pacientes que concluíram 9 ciclos ou que não conseguiram concluir a terapia combinada em decorrência da intolerância são tratados com 10 mg de lenalidomida via oral nos Dias 1-21 dos ciclos repetidos de 28 dias, administrados até a progressão da doença. Mieloma múltiplo recém-diagnosticado sem intenção de transplante imediato de medula óssea – em combinação com bortezomibe e dexametasona: A dose inicial recomendada de lenalidomida é 25 mg, via oral, uma vez ao dia, nos Dias 1-14, por até oito ciclos de 3 semanas. A dose recomendada de bortezomibe é 1,3 mg/m2, nos Dias 1, 4, 8 e 11, por até oito ciclos de 3 semanas. A dose recomendada de dexametasona é 20 mg, via oral, uma vez ao dia, nos Dias 1, 2, 4, 5, 8, 9, 11 e 12, por até oito ciclos de 3 semanas. Os pacientes devem completar até oito ciclos de 21 dias (24 semanas) do tratamento inicial com RVd.…
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4.1 Geral Antes de começar o tratamento com Revlimid®, você deve ler e concordar com todas as instruções do Programa de Prevenção de Gravidez da BMS apresentado pelo seu médico. Alerta de gravidez: lenalidomida é um análogo químico da talidomida, estruturalmente relacionado com a talidomida. A talidomida é um conhecido agente teratogênico humano, ou seja, que provoca malformações no feto tais como ausência e/ou malformação grave nos braços e nas pernas. Revlimid® induziu malformações em macacos de maneira similar àquela descrita com a talidomida (vide item “4.2 – Gravidez e lactação”). Se Revlimid® for tomado durante a gravidez, a ocorrência de malformações no feto (efeito teratogênico) não pode ser descartada. Este medicamento foi prescrito somente para você. Nunca compartilhe Revlimid® com ninguém, mesmo se eles apresentarem sintomas semelhantes aos seus. Isto pode ser perigoso para eles, e causar defeitos congênitos, como por exemplo ausência total ou parcial de braços e pernas se utilizado por mulheres grávidas. Devolva todas as cápsulas não utilizadas no local onde o Revlimid® foi retirado. Você não deve doar sangue durante a terapia e por 30 dias após a descontinuação de Revlimid®. Revlimid 5 mg: Atenção: Contém Lactose abaixo de 0,25g/cápsula. Revlimid 10 mg: Atenção: Contém 294 mg de Lactose/cápsula. Revlimid 15 mg: Atenção: Contém 289 mg de Lactose/cápsula. Revlimid 20 mg: Atenção: Contém Lactose abaixo de 0,25g/cápsula. Revlimid 25 mg: Atenção: Contém Lactose abaixo de 0,25g/cápsula. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose. Atenção: Contém os corantes óxido de ferro amarelo, dióxido de titânio e azul de indigotina. Para informações sobre os medicamentos utilizados em combinação com lenalidomida, consulte a bula do respectivo produto. AVISO: este medicamento pode provocar uma diminuição acentuada de glóbulos brancos no sangue (que combatem infecções), e também das células do sangue que ajudam na coagulação (plaquetas). Isso aumenta o risco para o desenvolvimento de infecções graves ou sangramentos. Se sentir algum dos seguintes sintomas, entre em contato com seu médico imediatamente: febre, dor de garganta, calafrios, tosse, úlceras na boca ou outros sinais de infecção; hemorragia ou hematomas incomuns; dor no peito ou dor na perna e falta de ar.…
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Você não deve utilizar Revlimid®: • Se estiver grávida, achar que possa estar grávida ou planeja ficar grávida, pois Revlimid® pode ser prejudicial ao feto (vide item “4.2 – Gravidez e lactação”). • Se for mulher em idade fértil, exceto quando todas as condições de prevenção da gravidez forem atendidas (vide itens “4 - O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?” e “4.2 – Gravidez e lactação”). • Se for alérgico à lenalidomida ou a qualquer um dos componentes da formulação. Para informações sobre os medicamentos utilizados em combinação com lenalidomida, consulte a bula do respectivo produto. Categoria X: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento, a menos que todas as condições do Programa de Prevenção de Gravidez sejam cumpridas.
Como todos os medicamentos, Revlimid® pode causar reações indesejadas, mas que não se manifestam em todas as pessoas. É importante saber que um pequeno número de pacientes pode desenvolver outros tipos de câncer e é possível que este risco possa aumentar com o tratamento com Revlimid®; por isso, o seu médico deve avaliar cuidadosamente o risco-benefício do tratamento, quando Revlimid® for prescrito. Essas não são todas as reações indesejadas que Revlimid® pode causar. Se você apresentar qualquer reação indesejada, descritas ou não nesta bula, informe imediatamente o seu médico ou entre em contato com o Serviço de Apoio ao Cliente da BMS. 8.1 Mieloma múltiplo recém-diagnosticado que não podem ser tratados com um transplante de medula óssea – em combinação com dexametasona: As reações adversas graves observadas com maior frequência (≥ 5%) com a lenalidomida em combinação com dexametasona (Rd) do que com o melfalano, prednisona e talidomida (MPT) foram: pneumonia (9,8%) e insuficiência renal (incluindo aguda) (6,3%). As reações adversas observadas com maior frequência com Rd do que com MPT foram: diarreia (45,5%), fadiga (32,8%), dores de costas (32,0%), fraqueza muscular (28,2%), insônias (27,6%), lesões na pele (24,3%), apetite reduzido (23,1%), tosse (22,7%), febre (21,4%) e espasmos musculares (20,5%). 8.2 Mieloma múltiplo recém-diagnosticado que não podem ser tratados com um transplante de medula óssea – em combinação com melfalano e prednisona seguida por tratamento de manutenção com lenalidomida: As reações adversas graves observadas com maior frequência (≥ 5%) com melfalano, prednisona e lenalidomida seguido de manutenção com lenalidomida (MPR+R) ou melfalano, prednisona e lenalidomida seguido de placebo (MPR+p) do que com melfalano, prednisona e placebo seguido de placebo (MPp+p) foram: ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril) (6,0%) e anemia (5,3%). As reações adversas observadas com maior frequência com MPR+R ou MPR+p do que com MPp+p foram: diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia) (83,3%), anemia (70,7%), diminuição do número de plaquetas no sangue responsáveis pela coagulação (trombocitopenia) (70,0%), diminuição do número de células brancas do sangue (leucopenia) (38,8%), prisão de ventre (34,0%), diarreia (33,3%), lesões ne pele (28,9%), febre (27,0%), inchaço nos pés e mãos (25,0%), tosse (24,0%), apetite reduzido (23,7%) e fraqueza muscular (22,0%)…
Trecho: a seção continua na bula completa (PDF).
💰 Preços regulados (CMED)
Outras versões de lenalidomida
Outros OUTROS AGENTES IMUNOSSUPRESSORES
As informações acima têm caráter meramente informativo e não substituem a consulta profissional médica ou farmacêutica. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado antes de iniciar ou modificar qualquer tratamento farmacológico.