SORO ANTIELAPÍDICO
BiológicoAtualizado em 05 de outubro de 2026
SORO ANTIELAPÍDICO é um medicamento biológico da classe soros imunoprotetores, do fabricante FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS - FUNED, registro ANVISA 112090120. Preço Fábrica (PF, CMED, ref. 24/09/2026): de R$ 2.678,23 a R$ 3.478,22, conforme a alíquota de ICMS. A CMED não publica o PMC deste produto.
💊 Informações da bula
O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é indicado para tratamento do envenenamento causado por picada de serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (corais).
Cada ampola de 10 mL contém: Fração F(ab’) de imunoglobulinas de origem equina que neutralizam, no mínimo, 15 mg do veneno de 2 referência de Micrurus frontalis (soroneutralização em camundongos) Excipientes .................................................................................................................................. q.s.p. 10 mL (fenol, cloreto de sódio, água para injetáveis)
Modo de usar Em caso de picada de serpente, você deverá procurar um hospital que faça a aplicação do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, em doses adequadas, o mais rápido possível, sob acompanhamento médico. Sempre que possível, procure identificar a serpente para que seja feita a escolha correta do tipo de soro a ser usado para o tratamento do seu acidente. O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deve ser aplicado somente com acompanhamento médico. O soro será administrado, em AMBIENTE HOSPITALAR, seguindo as doses indicadas pelo médico, em infusão lenta, pois pode causar reações alérgicas, algumas delas graves. A via de administração do soro recomendada é a intravenosa (IV) e o soro, diluído ou não em solução fisiológica, deve ser infundido entre 20 e 60 minutos, lentamente. Na impossibilidade de utilizar esta via, o soro pode ser administrado por via subcutânea. O quanto antes aplicarem o soro em você, mais rápido ele fará o seu efeito terapêutico. O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, pode ser aplicado em você a qualquer momento, mesmo após refeições ou ingestão de bebidas alcoólicas, mas exigirá do médico maior atenção. O cuidado será para evitar o risco de complicações relacionadas a vômitos (aspirações). O uso de outros medicamentos, ao mesmo tempo em que o soro é administrado, não compromete o tratamento. Classificação quanto à gravidade e dose recomendada Manifestações e Tratamento Classificação* Paralisia do músculo da pálpebra superior Dificuldade visual Fraqueza muscular ao redor dos olhos Visão dupla Grave Salivação intensa Dificuldade e dor para engolir Dificuldade para respirar Soroterapia (quantidade de ampolas) 10 Via de administração Intravenosa *Pelo risco de Insuficiência Respiratória Aguda, os acidentes devem ser considerados graves. Cuidados após o procedimento Você deverá procurar orientação médica, imediatamente, em caso de qualquer reação adversa, mesmo após o final do tratamento com o soro. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Advertências O uso de antibióticos poderá ser indicado pelo médico na presença de infecções secundárias, bem como na prevenção do tétano. Precauções Em caso de acidentes, devem ser seguidas as seguintes recomendações: Não usar garrote ou torniquetes. Não fazer cortes no local da picada. Não aplicar querosene, amoníaco ou outras substâncias no local da picada. Não ingerir líquidos tóxicos ou bebidas alcoólicas. Manter-se em repouso, evitando caminhar. Manter-se hidratado. OBSERVAÇÕES: - A administração do soro deve ser feita com cuidado em pacientes idosos. - Caso você tenha feito alguma refeição ou tomado alguma bebida alcoólica, avise o profissional de saúde que estiver avaliando o seu caso, pois para o seu caso será necessário ter cautela. - Em caso de gravidez e amamentação, o médico deve ser informado sobre esta condição antes de aplicar o soro. Informe imediatamente ao seu médico caso esteja grávida ou amamentando. O uso do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não é contraindicado nos casos de gravidez e amamentação. Porém, o médico assistente deve ser informado sobre esta condição. Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Interações Medicamentosas Informe ao seu médico se estiver usando quaisquer outros medicamentos. O uso de outros medicamentos não compromete o tratamento com o soro. Porém, somente o médico poderá avaliar a existência ou não de interações entre o soro e outros medicamentos. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não deve ser utilizado em acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçara e outras), Crotalus (cascavéis) ou Lachesis (surucucu pico-de-jaca). Nos pacientes com histórico de alergia ou de sensibilidade a soros de origem de sangue de cavalos, a infusão intravenosa do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deverá ser feita, obrigatoriamente, em condições de assistência médica para observar o aparecimento de reações alérgicas graves e iniciar um tratamento intensivo destas. Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista
O uso de soros heterólogos e hiperimunes pode ser acompanhado de reações alérgicas de graus variáveis. As mais frequentes são: coceira e vermelhidão na pele, tosse seca/rouquidão, náuseas/vômitos e crise asmática. Reações graves são poucos frequentes e o choque anafilático (alergia grave) foi descrito em 1 a cada 50.000 pacientes. Por se tratar de soro heterólogo, obtido pelo processamento do sangue de cavalos, é possível o aparecimento das seguintes reações: Reações precoces Ocorrem dentro das primeiras 24 horas após a administração do soro. São de caráter alérgico (anafilático ou anafilactoide), sua frequência é variável, podendo ser grave e necessitar de cuidados médicos. Estas reações ocorrem com maior frequência em pacientes anteriormente tratados com soro da mesma origem. Prevenção das reações precoces Você deverá informar ao seu médico se já utilizou soros heterólogos e hiperimunes alguma vez em sua vida, mesmo que seja para tratar outros acidentes. Relate para seu médico se você possui problemas alérgicos de naturezas diversas. Caso necessário, o médico poderá avaliar a necessidade de administrar medicamentos antialérgicos e corticoides 15 minutos antes da aplicação do soro. O teste de sensibilidade tem sido abandonado na rotina do tratamento, pois não tem se mostrado eficiente para detectar a sensibilidade do paciente, podendo desencadear, por si só, reações alérgicas, retardando a soroterapia. Tratamento das reações precoces Caso suas reações alérgicas sejam graves, seu médico poderá interromper, temporariamente, a soroterapia e iniciar o tratamento destas reações. Seu médico poderá recomendar, de acordo com a gravidade de seu caso, a administração de medicamento injetável ou broncodilatadores. Os corticoides e anti-histamínicos também poderão ser usados no tratamento das alergias. Após a diminuição ou ausência destas reações, seu médico poderá reiniciar o tratamento com o soro, conforme a dose recomendada inicialmente. Reações tardias As reações tardias são, em geral, aquelas que acontecem entre 5 a 24 dias após a administração do soro. Caracterizam-se por: febre, coceira, dores nas articulações, aumento dos gânglios e, raramente, comprometimento neurológico ou dos rins. Estas reações são também conhecidas pelo nome de “Doença do Soro” e são tratadas, pelo médico, de acordo com a sua intensidade. Você deverá procurar orientação médica, imediatamente, em caso de qualquer reação adversa, mesmo após o final do tratamento com o soro.…
Trecho: a seção continua na bula completa (PDF).
💰 Preços regulados (CMED)
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As informações acima têm caráter meramente informativo e não substituem a consulta profissional médica ou farmacêutica. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado antes de iniciar ou modificar qualquer tratamento farmacológico.